Tuesday, March 03, 2015

O primo Zé

O primo Zé foi para a Alemanha. Por um ano...dois...não sabemos.
Tudo isto fez-me refletir...
O primo Zé...(e a prima Mena) são mais que primos...são irmãos.
Infância muito partilhada, que criou e enraizou laços que não se perdem, nem vão perder.
Os caminhos nem sempre se cruzaram, nem sempre se cruzam. Mas sabemos que estamos sempre lá.
E agora, os laços passam para as pequeninas que Deus nos deu a responsabilidade de cuidar e criar.
Continuamos a caminhar os quatro, lado a lado. Agora já não somos só quatro, somos mais. E também eles caminham connosco.
Primo Zé...sê feliz e que esta escolha te traga muito mais do que possas imaginar!
Estás aí por mérito próprio e nós cheios de orgulho ficamos por cá a apoiar-te sempre para mais e melhor.


Wednesday, August 27, 2014

O Nazareno de uma vida...

Tem 15 anos...vai fazer 16...
Está na fase da adolescência, quase jovem.
A rebeldia própria da idade começa a aparecer e os últimos anos não têm sido fáceis.
O Nazareno de há 2014 anos atrás mudou vidas, desinstalou hábitos e fez que muitos deixassem pai e mãe e o seguissem.
O Nazareno de há 15 fez também fez o mesmo.
Muitos dos que por lá passaram, se não o tivessem feito, hoje se calhar não estariam como estão.
Por mim falo.
Hoje, se tenho os amigos que tenho, a ele o devo.
Se a minha vida está como está, foi porque um dia cruzei os meus caminhos com os seus.
E de tantos outros que, se fizerem esta reflexão, vêm que isso também acontece com eles.
As vidas mudam e outros caminhos se cruzam.
A idade dele (grupo) a de quem por lá anda (eu), exige neste momento reflexão cuidada do que se quer para o futuro dele (grupo) e de mim.
Vou deixar a luz do céu entrar, para perceber o que fazer...
Os filhos não nascem para nós.
E às vezes cada um tem de seguir o seu caminho.

Tuesday, August 19, 2014

Santiago de Compostela...check

Há uns tempos aqui deixei algumas coisas que gostaria de fazer...
Santiago de Compostela...chek! =)
Falta o resto!

Wednesday, September 11, 2013

Até sempre...

E eis que no dia 10 de Agosto fechei um ciclo de 14 anos. Finalmente a após estes anos consegui ir a casa dos meus avós em Mangualde. 
Desde que eles me deixaram, não conseguia ir mais longe que o início da rua.
Mesmo aí, era doloroso , pois a imagem da avó Aida na janela era demais e fazia sentir uma dor que não se explica por palavras.
nesse sábado, decidi que tinha de ir lá... porque amnhã poderia ser tarde demais.
Fui com a Maria.
Ela, pequena, queria saber mais os porquês, os significados daqueles de quem ouve falar tanto.
A voz quase não saía para explicar o que estava por detrás de cada janela.
Para ela ficaram as divisões da casa. Para mim, cada janela carrega histórias e momentos que guardo eternamente no coração.
No quarto dos avós, o saltar para a cama deles e conversar com o avô, atender os telefonemas, ver a avó a pentear o seu cabelo ou o avô a fazer o nó da gravata.
A casa de banho da benheira grande de pés, que era tão fria e que sempre tinha o grande aquecedor no inverno para os banhos.
A grande sala que albergava as festas de família e que cheirava sempre a chá. O grande relógio que agora mora comigo e continua a marcar as horas da minha vida.
O terraço que albergou brincadeiras de primos e conversas de família sob o sol de verão.
O sotão de escada em caracol que sempre me fascinou e que só guardava pó e teias que o tornavam misterioso.
A sala do avô trabalhar que guarda as suas histórias que sempre nos contava e tem impressos os passos de um homem honrrado que amou a sua família.
O corredor que foi pista de corridas dos netos e autodromo de tricíclos.
A sala de almoço...ponto central da vida da casa. É trabalhada com rendas, cheiros e sons. rendas da avó, cheiros de sabores que não se esquecem e sons do bandolim do avô, que se fechar os olhos ainda consigo ouvir.
O quintal que guarda a imagem do Nilo, dos gatos e das árvores de fruto. Agora tudo entrelaçado com plantas que teimam em querer crescer e apagar o pouco que resta. Já nem há o quintal do "Fonseca"..."Funfeta" na boca dos mais novos  que era destino dos brinquedos caso a sopa não se comesse.
Agora aí mora o progresso.
Bati a porta...o batente devolveu o som familiar que ainda mora em mim, mesmo depois de 14 anos.
Queria ter batido com mais força e que a porta se abrisse e eu podesse percorrar toda a minha vida naquela casa.
A campainha já não toca...nem sequer dá para espreitar na caixa do correio.
As cortinas feitas pela avó teimam em continuar na janela, como que para me lembrar que um dia, no n.º 32 da Rua de Nossa Senhora do Castelo eu fui feliz! Eu fui muito feliz!
Subi a rua com a Maria. Alíviada. Calma. Feliz.
Olho para trás e sinto que lá dentro, na sua sala, o avô arranja os relógios. E à janela, a avó Aida está a dizer-me adeus.

Tuesday, April 02, 2013

Fé escondida

Nestes tempos de crise, há quem fale em pobreza envergonhada.
Eu sem querer tirar o devido valor à crise, prefiro falar de uma coisa que me é mais querida. Falo em Fé escondida.
Ontem fui ao pão. No caminho encontrei uma pessoa amiga.
Ia fazer uma caminhada.
"O tempo está bom hoje" disse.
Assenti.
Avançou com passo acelarado. Eu mais lenta, fiquei a observar a pessoa a afastar-se.
É então que reparo que não ia sozinha.
Ia a rezar o terço.
Toma.
Embrulha.
Esta "Fé escondida" á a Fé real...é a Fé verdadeira!
Não é aquela fé exibicionista, que espera reconhecimento e que se vive para parecer bem.
É uma Fé vivida no silêncio do quarto com a porta fechada a que o Evangelho tantas vezes nos convida.
A "fé" de exibição penso, na minha modesta opinião, ser aquela que Jesus expulsaria do templo.
Desengane-se qum pensa que os vendilhões do templo que Jesus expulsaria, seriam os lojistas de Fátima, Lurdes ou de outro santuário do mundo, onde se encontra a Nossa Senhora flurescente mesmo ao lado do quadro de Jesus que se inclinarmos a cabeça para a direita tem os olhos fechados, mas se inclinarmos para a esquerda aparece com uns olhos surpreendentemente abertos.
Não.
Os vendilhões do templo são aqueles que teimam em colocar-se em "montras" para que o mundo os veja e aplauda pela fé que tanto querem mostrar...
Secalhar até vale a pena pensar nisto...

Wednesday, January 02, 2013

Haja o que houver...

...estas coisas vou ter mesmo de fazer!
Resultado de imagem para Michael Bublé
Ver um concerto do Michael Bublé

Resultado de imagem para caminhos de santiago
Ir a Santiago de Compostela a pé


Resultado de imagem para Londres
Visitar Londres e ver a Rainha

Resultado de imagem para roma
Ir novamente a Roma



Resultado de imagem para new york
Visitar New York

Resultado de imagem para escocia
Fazer a rota dos castelos na Escócia

Ir à EuroDisney com a Maria

Ir ao concerto de Ano Novo na Ópera de Viena
Passar o ano nos Campos Elísios em Paris
Dormir uma noite no Grande Hotel do Buçaco
    Ir novamente a Taizé

    Passar uma noite no Plaza de Nova York
    Conhecer a Oprah Winfrey
Resultado de imagem para André Rieu
Ir a um concerto do André Rieu
    Visitar Cochem na Alemanha

    Monday, December 03, 2012

    Isto a que chamamos crise...

    Crise...crise de dinheiro...crise de emprego...crise...crise e mais crise.
    Todos os dias somos inundados por notocias de crise, de greves, de protestos!
    Mas, no fundo, será mesmo assim?
    Se há crise, porque razão não encontro nunca lugar para estacionar o meu carro ao pé de casa?
    Se há crise, porque razão não há lugar nas mesas das pastelarias?
    Crise, há sim mas de valores!
    O presidente da república é o "Cavaco Silva" e o primeiro ministro é o "Passos Coelho".
    A Policia já não é autoridade, mas sim  fonte de provocação, de apredejamento e gozo.
    Os pais já não são nem têm autoridade. Simplesmente servem para satisfazer as vontades e mimos dos meninos e muitas vezes são vitimas de maus tratos.
    Os professores são gozados e desrespeitados.
    Já não se pode chamar a atenção de nada, nem de ninguem, pois somos logo sugeitos a má educação.
    A vida não está fácil, não está.
    Pior é para quem fica sem emprego, porque quem tem o seu ordenado se se orientar, a coisa até dá.
    Graças a Deus ainda não notei a diferença, mas se a sentir, terei de me adaptar e deixar de fazer a vida a que estou habituada.
    Eu poderia viver sem a crise (a economica)? poder podia...e seria precisamente a mesma coisa!

    Monday, November 26, 2012

    Há tempo demais...

    A amizade é uma palavra demasiado banalizada.
    Somos amigos de todos! As tecnologias assim nos iludem. Ter muitos amigos num qualquer site da internet faz parecer que temos o mundo!
    Mas não...a palavra amizade vai muito para além de numeros que todos os dias crescem a uma velocidade vertiginosa.
    Amigos de A grande...amigos de sempre e para sempre, não crescem de uma dia para o outro. Constoem-se, cuidam-se, amam-se e vivem connosco, para nós por nós e pela nossa amizade.
    Amigos, são aqueles que têm a capacidade de chorar e de dizer que sentem a nossa falta. Sim, porque só os verdadeiros amigos sentem a falta dos outros a esse ponto.
    Eu sinto a falta de muitos amigos, pela história que nos uniu e gostaria de saber como estão agora.
    Mas sinto mais falta ainda de ti, Ricardo, que foste companheiro de lutas que nos fizeram sofrer mais do que aquilo que deviamos, por não o merecermos! Sinto a tua falta porque me fazes bem, me fazes rir, me fazes pensar, e me chamas à razão! Sinto a tua falta, porque sinto que não podem, nem devem desaparecer assim de repente anos de uma amizade tão vivida e tão partilhada!
    Portanto, há que nos encontrarmos a meio do caminho para reatarmos os laços, para nos voltarmos a cativar!
    Já estou a caminho para te encontrar!
    E vou esperar por ti a meio do caminho...espero o tempo que for preciso, porque para ter a tua amizade, todo o tempo de espera vai valer a pena!
    Por isso, o importante não é ter uma grande numero de amigos no facebock. Basta ter meia duzia deles verdadeiros no nosso coração...e aí sim...sou dona do mundo!

    Thursday, November 08, 2012

    Para se guardar no tempo...

    Ontem, ao ver um filme, fui "confrontada" com uma realidade que nunca tinha pensado:
    Já não me lembro do som da voz do meu avô Filipe...nem da minha avó Aida...
    nem da Miquinhas, nem do Sr. António...nem do Tio Manuel...
    Pensei e bem lá no fundo consegui ainda me lembrar da voz do tio Zé...uma voz forte e meio rouca de homem das lides do mar. Lembro porque ainda vou ouvindo as gravações que em tempos enviaram para a minha tia no Canadá e a voz dele ainda que por um segundo que seja, ainda aparece lá.
    Assim como a da Tia Eugénia e da Avó Júlia...
    E também se ouve ao longe, quase que num fio, a voz da Tia Augustinha...
    Mas já não me lembro da voz do Avô Filipe e da avó Aida
    A da Miquinhas se me concentrar ainda me lembro das expressões típicas dela o que faz ainda parecer que a oiço dize-las!..."...não é minha querida?" ou "não mexas aí piuinha!"...com um sotaque muito mangualdense!
    E também não me lembro da voz do Augusto, o nosso empregado da relójoaria.
    Assim como já não percorro as ruas de Mangualde nas visitas dos amigos, que agora se encerra só na minha memória e mostram portas fechadas que nada nem ninguém voltará a abrir.
    Já não se visita a Miquinhas e o Sr. António, nem a D. Aninhas.
    Nem o sapateiro da Rua da Saudade...nem a Tia Mercedes, nem o seu irmão mudo que sorria e gesticulava quando eu gaiata pequena entrava pela sua loja de fotografia para visitar a mana no andar de cima.
    Se estava subia a correr para fazer biscoitos no forno a lenha, ou entrar na sala de estar que me fazia viajar para outros mundos, com os seus cheiros, almofadas e mobilias. Se não estava, corria para o sapateiro ou para a optica do Tio Manuel, ou para a loja do Tio Lello.
    Assim como já não se percorrem as ruas de Viseu para visitar o Tio Henrique e a Tia Emilinha e as primas e primos da relojoaria.
    E mesmo as recordações a serem cada vez mais e mais limpidas...não me lembro da voz do Avô Filipe nem da Avó Aida.
    E tanto que eu gostava de os ouvir agora...

    Tuesday, January 24, 2012

    As minhas sete maravilhas

    Para já as 3 primeiras! =)

    Primeira Maravilha - pela energia positiva da musica, pelas pessoas a cantar abraçadas, pelo sentido de união e positivismo.

    Segunda Maravilha - pelo amor a Portugal que estas imagens transmitem. Porque sempre que as vejo me arrepio e a lágrima vem. Porque era com esta alegria que deviamos viver todo o tempo.

    Terceira Maravilha - porque me faz querer dançar e pela universalidade, mas principalmente pelo pai a dançar com a filha já bem no final.

    Thursday, January 19, 2012

    Monday, January 09, 2012

    2011 em revista

    Em 2011:


    • Cantei as Janeiras com os Acólitos;

    • Rezei o terço aos dias 12 pela JMJ Madrid

    • Fui a noites de oração

    • Fui a reuniões de catequistas;

    • Fui a reuniões da Equipa dos Acólitos;

    • Fui ao Cinema do Padre

    • Fui ao Tempo Aventura

    • Fui às reuniões de organização da JMJ

    • Votei e trabalhei nas eleições;

    • Fui aos ensaios do Nazareno

    • Cantei em várias eucaristias;

    • Cantei nas Missões de Rua da JMJ;

    • Fui à formação de acólitos;

    • Passei o Carnaval em Mangualde;

    • Representei em Alcoentre;

    • Fui à Tenda da Palavra;

    • Representei em Ribamar;

    • Fui às reuniões de preparação da JMJ;

    • Representei no Bombarral;

    • Fui a Procissões;

    • Celebrei a Semana Santa;

    • Fui à Semana de Jovens da Paróquia de Peniche;

    • Fui com os acólitos à Via Sacra Leiria-Fátima;

    • Fui aos Ensaios do Festival Paroquial;

    • Celebrei a Profissão de Fé dos Jovens do Amanhã;

    • Representei no Varatojo;

    • Cantei no Festival Paroquial;

    • Fui de férias com os "beatos" para um BIG HOUSE!

    • Celebrei a primeira comunhão e o crisma do meu cunhado Emanuel;

    • Celebrei o batizado da Bianca;

    • Passei um fim de semana em Lisboa com o primo Zé;

    • Fui ao Verão em Acção;

    • Estive na Festa de Nossa Senhora da Boa Viagem;

    • Fui à JMJ a Madrid...eu e milhões!!!!!!!

    • Fui ao retiro de catequistas;

    • Celebrei o casamento da Rita e do Jota;

    • Fui às Jornadas Nacionais de Catequese em Fátima;

    • Dei catequese;

    • Dei grupo de jovens;

    • Passei o testemunho de um dos grandes amores da minha vida...O Nazareno;

    • Fui ao Retiro dos Acólitos;

    • Fui à semana de preparação da Festa Anual da Associação de Acólitos;

    • Celebrei a Festa Anual dos Acólitos;

    • Celebrei o Natal em família;

    • Passei o ano em família;

    • Celebrei aniversários...

    • Sorri...

    • Chorei...

    • Vivi...

    2012...MOSTRA O QUE VALES!!!!!!!!!!!

    Thursday, December 29, 2011

    Rita Ramalho



    A Rita é linda!

    Não nos cruzamos todos os dias com pessoas que têm o dom de iluminar a vida dos outros.

    O seu testemunho, a sua paz, a sua luta, o seu amor ao próximo não podem nem deixam ninguém indiferente.

    Ontem ela partilhou a sua forma de estar na vida no programa da TVI "A tarde é sua" com a Fátima Lopes. Encantou-a e voltou a encantar todos aqueles que um dia e de alguma forma se cruzaram com ela.

    Agradeço a benção que Deus me deu a fazer com que ela se cruza-se no meu caminho. E por mim já , também, no caminho de muitos.

    Obrigado Rita!

    Continua a iluminar os caminhos...os teus, os nossos, os do mundo!

    Thursday, December 22, 2011

    Saudades

    Este ano tenho sentido umas saudades terriveis dos meus avós.
    Saudades de passar o Natal com eles e entrar na sua casa no dia 24 de manhã e sentir o cheiro dos fritos tipicos de Natal que a avó Aida sempre fazia. Chegar à sala e a minha avó estar a tricocar as colchas de duas agulhas que agora moram na arca em minha casa.
    Lembro-me das suas mãos e de tantas vezes pegar nelas para fazer dançar nos meus dedos a pele enrrugada.
    O avô batia a massa dos biscoitos que eram únicos, só comparaveis aos da Mimi, que eu sempre que a visitava, ia buscar ao armário de portas de vidro da cozinha. A casa da Mimi sempre me encantou. Tinha um cheiro muito especial de chá e bolos e a luz que entrava pela clababoia da sala, que me dava a sensação de entrar em outro universo. Entravamos pela Rua do Largo dos Conceições e passavamos por uma ponte interior na casa que nos levava ao centro da casa na outra rua. Fantástico!
    Depois passavamos o resto da véspera de Natal a ajudar a avó a cozer o bacalhau, a preparar as coves (nunca vou comer iguais), a ouvir as histórias do avô, a carregar a lenha para a salamandra, a brincar e ver televisão.
    Depois do jantar ficavamos pela sala e quase à hora de deitar ia-mos ligar os cobertores, pois a casa dos meus avós era muito fria...gelada!
    O dia de Natal era passado ou em casa da Tia Gina ou na casa do Tio Manuel.
    O tempo cura tudo, mas aclara as sensações, os sentimentos, a saudade e a memória!
    Para a minha avó Aida e para o meu avô Filipe...Santo Natal !

    Monday, December 19, 2011

    Santo Natal



    Votos de um Santo Natal , repleto das bençãos do Deus Menino!



    "Não te esqueças do principal, põe Jesus no teu Natal!"

    Wednesday, December 07, 2011

    Advento



    Beato John Henry Newman (1801-1890), teólogo, fundador do Oratório de Inglaterra
    Sermão «Watching», PPS vol. 4, nº 22


    «Nem todo o que Me diz: 'Senhor, Senhor' entrará no Reino do Céu, mas sim aquele que faz a vontade de Meu Pai»
    Ano após ano, o tempo corre silenciosamente; a vinda de Cristo está mais próxima, a cada instante. Pudéssemos nós aproximar-nos do céu, tal como Ele Se aproxima da terra! Orai, irmãos, para que Ele vos dê coragem para em sinceridade O procurardes. Orai para que Ele vos inflame. [...] Orai para que Ele vos conceda o que as Escrituras designam como «um coração bom e virtuoso» (Lc 8,15; Sl 100,2) e, sem mais esperardes, começai pois a obedecer-Lhe de bom coração, determinadamente. [...] Mais vale um pouco de obediência, por menor que seja, do que a sua total ausência.

    Deveis procurar a Sua face (Sl 27,8); a obediência é a única maneira de O procurardes. Todos os deveres da vossa condição são obediência. [...] Fazer o que Ele pede é obedecer-Lhe, e obedecer-Lhe é aproximarmo-nos d'Ele. Todo o acto de obediência nos aproxima d'Ele; e Ele não está longe, apesar das aparências, mas muito perto, por detrás deste enquadramento material. A terra e o céu são apenas um véu entre Ele e nós; virá o dia em que rasgará esse véu e Se mostrará a todos nós. E então, segundo a forma como O esperámos, Ele dar-nos-á a recompensa. Se O tivermos esquecido, não nos reconhecerá; mas «felizes aqueles servos a quem o Senhor, quando vier, encontrar vigilantes!» (Lc 12, 37) [...]. Que assim nos encontre o Senhor, a cada um de nós! É difícil consegui-lo, mas é aflitivo falhar este propósito. A vida é breve, a morte é certa, e eterno é o mundo que está para vir.


    Santo Advento